publicações hasow


08/2014

Esse artigo revê a literatura de pacificação e encontra nela uma lacuna entre a compreensão hodierna das causas da violência urbana e as abordagens metodológicas usadas para analisar o sucesso da pacificação no Rio de Janeiro. A autora argumenta que analises quantitativas são limitadas, ou a estudos de caso especificos a uma comunidade ou ao nível urbano geral. Tenta depois preencher essa lacuna e falar também sobre algumas das desvantagens desse programa de segurança pública.

 





07/2014

Enquanto os números sobre violência urbana e políticas de desenvolvimento brasileiras são bem conhecidos da comunidade acadêmica e da sociedade civil em genral, a escala e a dinâmica do deslocamento interno e transfronteiriço são praticamente desconhecidas. Há pouca literatura sobre migração no país, seja voluntária ou forçada. Sabe-se ainda menos sobre internamente deslocados. Para preencher esse vácuo na literatura, esse HASOW Discussion Paper introduz uma tipologia simples que conceitualiza esse fenômeno bo Brasil. Ele detecta uma gama de diferentes e interconectados gatilhos de deslocamento populacional, incluindo violencia, desenvolvimento e desastre. Identifica como característica subjacente ao deslocamento brasileiro os níveis relativos de vulnerabilidade. O Paper também considera respostas estatais e societais, além de oportunidades para avançar engajamento.





05/2014

Neste trabalho, as autoras pesquisaram a estrutura de organizações regionais e os arranjos para provisão de ajuda humanitária existentes. Utilizaram como ponto de partida o conceito de governança regional para compreender o papel desses atores na geração e consolidação de normas e regras de direitos humanos e práticas humanitárias.





03/2014

A ação humanitária em situações de violência urbana tem atraído crescente interesse nos últimos anos; entretanto, o conhecimento acerca do tema permanece diminuto. Violência, no mundo atual, ocorre em boa parte fora de zonas de conflito formais, em ambientes algumas vezes chamados de "situações frágeis". Esta publicação busca avaliar detalhada e factualmente uma dessas operações, a chamada "pacificação"das favelas do Rio de Janeiro, a partir de uma perspectiva humanitária e de direitos humanos.





10/2013

O objetivo deste trabalho é reconstituir a trajetória das políticas de segurança pública em geral e dos programas de policiamento militar em especial, na cidade do Rio de Janeiro entre 1983 e 2011. A proposta é argumentar que as políticas de segurança pública em geral e os programas de policiamento em especial não tiveram a sua substância alterada desde o início da década de 1980. Logo, os programas mobilizados ao longo do tempo para redução do crime e da violência são, em essência, os mesmos, o que faz com que as ações classificadas como inovação nessa seara sejam, em verdade, releituras de programas gestados quando da reabertura democrática.  Argumenta-se que os problemas de violência urbana experimentados no Rio de Janeiro estão diretamente vinculados à inépcia das políticas de segurança pública e ao uso indiscriminado (e, por vezes, ilegítimo) da força pelas autoridades policiais. Assim, longe de prover uma solução ao problema da violência urbana, historicamente, as políticas de segurança pública sob análise corroboraram para a perpetuação e acirramento de uma condição de insegurança no espaço da cidade. 

 

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09/2013

Parte do cenário humanitário no qual as cidades do sul global se encontram é cada vez mais marcado pela presença de pessoas deslocadas internacionalmente devido a conflitos e/ou graves violações de direitos humanos. Este trabalho visa descrever a atual situação da proteção humanitária oferecida a refugiados no Brasil, e mais especificamente no Rio de Janeiro. O trabalho também analisa uma área da proteção humanitária que tem recebido pouca, embora crescente, atenção nos debates políticos e acadêmicos no Brasil e no Rio de Janeiro.

 

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08/2013

 

A primeira conferência internacional HASOW foi realizada nos dias 25 e 26 de março de 2013, na PUC-Rio, com o patrocínio do CNPq e da FAPERJ. Dela participaram doutores, professores e especialistas nos temas discutidos e relevantes ao projeto HASOW. Dentre os objetivos da conferência, buscou-se: (i) avaliar os muitos significados e valores que sustentam os mecanismos de "proteção" em contextos de violência urbana; (ii) compreender as práticas de proteção desenvolvidas por agências humanitárias e comunidades e como estas contribuem para constituição de espaços humanitários em zonas urbanas;(iii) analisar as oportunidades e dilemas normativos e operacionais das agências humanitárias quando estas operam em “situações de não-guerra” e as implicações para estes cenários, especialmente na América Latina e Caribe. 

 

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06/2013

Colombia has long experienced acute forms of political violence in and at the periphery of its major cities. Humanitarian agencies have also for decades protected civilians in order to minimize suffering within armed conflicts. Yet in recent years, humanitarian organizations have started to engage in settings that are neither war nor peace. These environments feature complex forms of politically - and economically- motivated violence. The city of Medellin (Colombia), in particular, is the paradigmatic example of such an environment where different types of violence come together in complex ways.

 

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06/2013

Though a preoccupation with organized violence has dominated much of the discourse on politics and development in Haiti, little research exists on Haiti’s urban gangs and insurgent groups. This paper examines urban gangs through intensive field research conducted over a number of years with both members of armed groups and residents of areas in which they operate. Drawing on a combination of qualitative and quantitative methods, the paper sets out to examine whether Haiti ́s gang-related violence constitutes a “war” using criteria embedded in the Geneva Conventions. Advancing the debate, this study finds that there are surprising convergences in the views and experiences of armed group members and Haitian civilians.


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03/2013

 

Violence is central to an understanding of human subjectivity and social interaction; modern subjectivity in particular cannot be understood without reference to organized violence. Modern societies have produced highly developed organizational mechanisms and ideological doctrines that allow for organized violence in general and war in particular (Malesevic, p. 4). In fact the relation between the modern state and organized violence has been widely studied (Giddens, 1985) and the classical weberian definition of the modern state stresses its capacity to monopolize the legitimate use of violence within given territorial boundaries (Weber, 1919). The study of international relations in particular has been marked by the idea that organized violence is a feature of the anarchic system or society. 

 

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10/2012

Academic debate on whether so-called “drug wars” can be classified as “armed conflicts” is more than just semantic. Indeed, the official designation of a situation as an armed conflict carries with it attendant rights and obligations applicable to states and non-state actors alike. The legal regime regulating armed conflicts is referred to as International Humanitarian Law (IHL). Some social scientists fail to understand that the debate on the applicability of IHL to “drug wars” is only marginally influenced by the broader discussions on “new wars” and “fourth generation warfare”. This article considers the principal international legal approaches to engaging with ostensibly new types of organized violence. It reviews historical progress with respect to the regulation of so-called “non-international armed conflicts” and considers the track record to date. The paper finds that the “formal approach”, based as it is on the cautious development of IHL´s existing legal basis, failed to offer a satisfying degree of legal certainty. The paper also notes how an alternative set of approaches is emerging - referred to here as “functional approaches”. The paper shows that this new generation of strategies could potentially complement the formal approach by offering alternative means of effectively regulating “drug wars” and other gray zone conflicts.

 

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09/2012

This HASOW Discussion Paper considers how demographic and socioeconomic factors correlate with homicidal violence in the context of Mexico´s “war on drugs”. We draw on Ciudad Juarez as a case study and social disorganization theory as an organizing framework. Social disorganization is expected to produce higher levels of homicidal violence. And while evidence detects several social disorganization factors associated with homicidal violence in Ciudad Juarez not all relationships appear as predicted by the theory. Drawing on public census and crime data, our statistical assessment detects 6 significant variables (or risks) positively associated with homicidal violence in Ciudad Juarez between 2009 and 2010. Likewise, the assessment finds 6 specific variables (or protective factors) that are negatively associated with above average homicide in the city between 2009 and 2010. The data and level of analysis do not conclusively present causation, nor was this the intent. Rather, we propose a baseline model for testing spatial-temporal dynamics of organized violence.

 

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